Continuidade de Negócios na Prática (Parte 02)

OS ERROS MAIS COMUNS NOS TESTES DE CONTINUIDADE

Muitas empresas acham que testar um PCN significa apenas rodar um checklist ou simular uma falha pontual. Mas os erros mais críticos são justamente os que passam despercebidos durante testes simplificados. Alguns exemplos:

 

  • Focar apenas em incidentes previsíveis e ignorar cenários extremos;
  • Não envolver a liderança e as equipes operacionais no teste;
  • Esquecer de validar a comunicação entre as áreas durante uma crise;
  • Não fazer uma análise detalhada dos aprendizados após o teste;
  • Não criar ou testar o um plano de comunicação interna e externa (Definir canais de comunicação (E-mail, Site, SMS) e os responsáveis por acionar o plano de comunicação;
  • Não criar um script de acionamento bem estruturado com os níveis adequados e acionamento de resposta às crises.

COMO MEDIR SE O PCN REALMENTE FUNCIONA?

A continuidade de negócios não pode ser avaliada apenas pelo cumprimento de normas. Alguns indicadores ajudam a entender se a empresa está realmente preparada:

  • Tempo médio de resposta a incidentes críticos;
  • Participação e engajamento da equipe nos testes de continuidade;
  • Realizar testes operacionais para identificar a diferença entre o tempo estimado de recuperação (RTO) e o tempo real de recuperação;
  • Grau de conscientização dos colaboradores sobre os processos de continuidade.

O PAPEL DA LIDERANÇA NA RESILIÊNCIA ORGANIZACIONAL

Nenhum PCN será eficiente se a liderança não estiver envolvida.

Não basta aprovar políticas e delegar responsabilidades. A alta direção precisa participar das reuniões do comitê de crises, acompanhar os treinamentos e entender o impacto da continuidade de negócios na estratégia da empresa.

Os líderes de cada área desempenham um papel essencial. São eles que identificam riscos operacionais, monitoram processos críticos e garantem que a organização não dependa de um único recurso para manter suas operações.

Para muitas empresas, o desafio está no orçamento. Mas investir em continuidade não significa criar soluções complexas e caras de uma vez só.

O segredo está em focar nos processos essenciais e planejar melhorias graduais, garantindo que a empresa avance continuamente na construção da resiliência.

As empresas que se preparam antes da crise são as que saem mais fortes dela.

No fim das contas, a continuidade de negócios não é um plano para ser seguido apenas em emergências. É uma forma de gerir a empresa de maneira mais estruturada e consciente dos riscos.

Esse tema ainda gera resistência em muitas organizações. Em algumas, a continuidade de negócios é tratada como burocracia. Para outras, é um diferencial estratégico.

E como isso acontece na sua empresa?

Quais as maiores dificuldades que você vê ou encontra no dia a dia para esse recurso muito importante de resiliência nos negócios?

Foto de Leiza Carvalho

Leiza Carvalho

Head GRC (Governança, Riscos e Compliance), Information Security and Cybersecurity Advisor, Lead Implementer ISO 27001, 22301, 31000

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